Maringá é a Capital Nacional do Associativismo

19/01/2026

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O cooperativismo e o associativismo são os princípios que movem Maringá (PR) praticamente desde a sua fundação, se expandindo para vários segmentos da economia como agropecuária, crédito, saúde e de bens e serviços, sendo um dos pilares do desenvolvimento econômico e social de Maringá e tornando a cidade sede de grandes cooperativas e associações.

Agora chega o reconhecimento oficial de tudo isso. No último dia 8 de janeiro foi sancionada a Lei 15.332, de 2026 que torna a cidade de Maringá a Capital Nacional do Associativismo.

No tramite deste processo é preciso destacar a atuação do senador Flávio Arns (PSB-PR) e do deputado federal Luiz Nishimori (PSD-PR), autores do projeto de lei que homenageia Maringá no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, respectivamente.

Segundo Flávio Arns, Maringá tem o associativismo como uma das suas marcas registradas, com forte presença no setor agropecuário e em outras áreas estratégicas da economia. “O município se destaca nacionalmente pela organização cooperativista e pela contribuição significativa ao
desenvolvimento regional e estadual”, argumentou.

Comemorando a aprovação da lei, nas redes sociais, Luiz Nishimori comentou que o reconhecimento trará visibilidade para Maringá, suas associações e suas cooperativas. Ele voltou a destacar que Maringá é conhecida por sua forte cultura cooperativista. “A cidade é a casa de diversas cooperativas de vários segmentos como saúde, produção, trabalho e agropecuária, além de diversas associações, que movimentam a economia da cidade”, diz o texto que resultou na aprovação e sanção.

Com uma rede consolidada de cooperativas, associações empresariais e organizações que atuam de forma conjunta para o crescimento econômico e social da região, Maringá é um exemplo de como a união entre setores pode gerar impactos positivos para a comunidade.

Só no município há nove cooperativas que atuam em diferentes ramos: duas do setor agropecuário (Cocamar e Coopergreen), três de crédito (Sicoob Central, Sicoob Metropolitano e Sicredi Dexis), duas de produção de bens e serviços (Pluricoop e Unicampo) e duas da área da saúde (Unimed e Uniodonto). Ao todo são 276 mil cooperados e mais de 5 mil funcionários. Juntas, essas cooperativas foram responsáveis, em 2018, por um faturamento total de R$ 5,7 bilhões, número citados por Arns quando da defesa do projeto, que já se multiplicaram exponencialmente. No Paraná, as cooperativas filiadas ao Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) movimentam, em média, R$ 83,7 bilhões.

“Nosso objetivo é propagar os ideais e as boas práticas do associativismo. O reconhecimento de Maringá como referência na organização do associativismo fará com que pessoas e entidades de outros municípios e regiões busquem aqui um intercâmbio de conhecimento que fomentará o
turismo local e exportará estes conhecimentos e benefícios para outros lugares, multiplicando as boas práticas associativistas, gerando desenvolvimento econômico e social sustentável e inclusivo também em outras regiões, beneficiando comunidades”, comenta João Sadao, gerente
de Cooperativismo e Experiência do Cooperado da Cocamar Cooperativa Agroindustrial.

Sadao explica que esse título atrairá visitantes interessados em conhecer as práticas inovadoras e sustentáveis. “Podemos sediar eventos: grandes congressos, feiras, exposições, fazer Maringá conhecida nacional e internacionalmente”. Também, ao apoiar e incentivar o movimento associativista, novas cooperativas e associações se formarão, abrindo portas e oportunidades, atuando como um grande propulsor de geração de empregos, gerando e aumentando a renda da população, contribuindo significativamente para a redução do desemprego e para o desenvolvimento profissional da comunidade.

Autor: Imprensa Cocamar